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Energia cara ameaça inviabilizar agricultura irrigada no Norte de Minas
Presidente da Associação dos Irrigantes do Norte de Minas (Adirnorte), Orlando Machado | Foto: Willian Dias/ALMG

Energia cara ameaça inviabilizar agricultura irrigada no Norte de Minas

O alto custo da energia elétrica também pode inviabilizar os projetos de agricultura irrigada na área mineira da Sudene e no Norte do Estado, como Jaíba, Pirapora e Gorutuba, região onde já tem sido percebida significativa redução na área de plantio.

A advertência foi reforçada na audiência pública de Montes Claros pelo presidente da Associação dos Irrigantes do Norte de Minas (Adirnorte), Orlando Machado, lembrando seu posicionamento durante reunião específica da Comissão de Minas e Energia na ALMG, no último dia 17/06/2015.

“Essa política tarifária pode ‘quebrar’ a agricultura irrigada, responsável por 20% da produção agrícola no País. Se o custo da energia permanecer tão alto, pode haver queda de 50% na produção da agricultura irrigada. Com a bandeira vermelha, o reajuste nas contas já supera os 100%, sendo esperada nova majoração”, apontou Orlando Machado. Uma provável paralisação das atividades dos irrigantes, alertou ele, pode levar à perda de aproximadamente 100 mil empregos diretos e indiretos em Minas Gerais.

Alterações

Entre propostas da Adirnorte, destacam-se por exemplo mudanças dos horários de “pico” e “noturno” para tarifação da energia fornecida aos irrigantes da área mineira da Sudene, além da extinção da bandeira vermelha e a possibilidade de parcelamento de contas. A estimativa é de que o aumento do custo com energia elétrica no setor subiu cerca de 80% neste ano, índice que pode chegar a 115% com a bandeira vermelha, conforme o regime operacional do irrigante. O deputado Gil Pereira destacou que as demandas foram apresentadas pela Comissão de Minas e Energia à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no último dia 25/06/2015, durante visita ao órgão regulador junto com representantes dos irrigantes.

 

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