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Brasil lança projeto inédito no mundo de geração solar em hidrelétricas com flutuadores
Projetos similares já foram iniciados em outros países, mas em reservatórios comuns de água, não em hidrelétricas

Brasil lança projeto inédito no mundo de geração solar em hidrelétricas com flutuadores

Eletronorte e Chesf iniciam projeto de pesquisa em Balbina (AM) e Sobradinho (BA), com capacidade instalada conjunta de 10 MWp.

 O Brasil inicia nesta sexta-feira (04/03/16), na usina hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, o primeiro projeto de exploração de energia solar em lagos de usinas hidrelétricas com uso de flutuadores. No dia 11/03/16 será lançado protótipo similar na Usina Hidrelétrica de Sobradinho, localizada no Rio São Francisco, na Bahia.

A cerimônia de lançamento do projeto contará com a presença do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, e de dirigentes do setor elétrico e das empresas envolvidas, além de pesquisadores responsáveis pelo estudo.

No lançamento, será apresentado protótipo com cerca de 60 m² de área, em funcionamento, permitindo a visualização do sistema. Nas semanas seguintes serão aprofundados os estudos das áreas dos lagos para a ampliação dos sistemas, que na primeira fase terão capacidade de 1 MWp (1 Megawatt pico, equivalente à geração de 1 MW no momento de maior insolação), com área equivalente a um campo de futebol. Posteriormente serão ampliados para 5 MWp, com superfície igual à de cinco campos.

Os projetos serão realizados com recursos destinados a ações de Pesquisa & Desenvolvimento pelas empresas, com previsão de investimentos de quase R$ 100 milhões (R$ 49,964 milhões da Eletronorte e R$ 49,942 milhões da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), em ações previstas até janeiro de 2019, para gerar 10 MWp de energia elétrica. A escolha das duas usinas deve-se ao fato de estarem em áreas de regimes climáticos diferentes, o que permitirá acompanhar o desempenho dos sistemas nas diversas condições de tempo.

Este será o primeiro estudo sobre a instalação usina solar flutuante instalado no lago de usinas hidrelétricas no mundo, que permite aproveitar as subestações e as linhas de transmissão das hidrelétricas e a área sobre a lâmina d’água dos reservatórios, evitando desapropriação de terras. Projetos similares já foram iniciados em outros países, mas em reservatórios comuns de água, não em hidrelétricas.

Cronograma de ações

A entrega das plantas-piloto em Balbina e Sobradinho está prevista para agosto de 2016, com geração de 1 MWp em cada unidade. Em outubro de 2017, serão entregues as plantas-piloto nas duas usinas, com geração de outros 4 MWp em cada unidade (8 MW no total, que se somarão aos 2 MWp das plantas-piloto). O encerramento do projeto e a apresentação dos resultados estão previstos para janeiro de 2019.

A pesquisa e o projeto

O projeto de pesquisa analisará o grau de eficiência da interação de uma usina solar em conjunto com a operação de usinas hidrelétricas. A pesquisa focará fatores como a radiação solar incidente no local; produção e transporte de energia; instalação e fixação no fundo dos reservatórios; a complementariedade da energia gerada; e o escoamento desta energia. Os resultados dos projetos permitirão avaliar a eficácia da produção média de energia solar nesses locais.

As entidades que participarão do projeto são Sunlution, WEG, Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (FADE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fundação de Apoio Rio Solimões (UNISOL) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

 

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